A Casa deSão Pioem Brasília
Uma história de fé que começou antes mesmo da canonização de São Pio e hoje ganha forma em uma nova casa de oração, acolhimento e evangelização.
preparado para acolher devotos e peregrinos.
A história
Antes da construção material, a Casa de São Pio nasceu de uma história de fé, gratidão e confiança na intercessão de Padre Pio.
Em 2000, ainda durante o processo de canonização de Padre Pio, o cardeal-arcebispo de Brasília, Dom José Freire Falcão (1925–2021), foi internado com uma grave hemorragia generalizada. Naquela noite, recorreu à intercessão do então beato.
Essa experiência de fé deu origem à primeira paróquia do mundo dedicada a Padre Pio e foi narrada pelo próprio Dom Falcão, em 4 de setembro de 2002.
“Não tenho dúvida de que eu deveria morrer naquela noite, mas Padre Pio, por sua intercessão diante de Deus, prorrogou a minha vida para prestar os meus serviços à Igreja por mais alguns anos aqui em Brasília.”
Dom José Freire Falcão, Cardeal-Arcebispo de Brasília
Eu tomei conhecimento do Padre Pio já no Seminário Maior, quando me preparava para o sacerdócio: li muitos artigos e livros sobre ele. Depois, como padre e como bispo não perdi o interesse em relação ao Padre Pio. Havia uma certa curiosidade em conhecer a vida desse grande seguidor de Jesus Cristo, que marcou em seu corpo os sinais da Paixão.
Mas, o meu interesse transformou-se numa devoção mais profunda por esse grande santo, quando, em 2000, eu fui acometido de uma doença bastante grave, por causa de anti-inflamatórios que tomei, tendo como consequência uma hemorragia generalizada nos rins, no estômago, sobretudo, em todo o pulmão. Quando fui levado à noite para o hospital, já em estado grave, com dificuldade até de falar, lembrei-me do Padre Pio: pedi que ele fizesse daquele hospital o seu hospital, e que os médicos que iriam cuidar de mim fossem os médicos do grande hospital que ele havia construído em San Giovanni Rotondo. E segundo os médicos me disseram depois — e um confirmou há pouco — eu deveria morrer naquela noite, pois o sangue saía pela boca em grande quantidade e que eu não deveria sequer respirar sem aparelhos. Isso já foi uma intercessão do Padre Pio, porque eu respirava sem necessidade de aparelhos.
No segundo dia em que eu estava hospitalizado, ainda em estado grave — passei 22 dias me recuperando no hospital e mais quase seis meses para o restabelecimento total —, eu pedi ao Padre Pio que desse um sinal de que estava ouvindo os meus pedidos pois, como sabemos, sempre o sinal da presença de Padre Pio é um "perfume suave" que as pessoas sentem. Quando o Padre Pio morreu, as suas chagas desapareceram completamente e um perfume inundou todo o convento onde ele vivia, em San Giovanni Rotondo. Várias pessoas e muitos dos seus devotos, quando ele ainda vivia, embora muitas vezes distantes fisicamente dele, sentiam esse perfume suave.
Pois bem, no segundo dia em que eu estava hospitalizado, entrou um jovem auxiliar de enfermagem e, ao entrar no meu apartamento, disse em voz alta: "Que perfume suave vocês colocaram aqui neste apartamento!" Havia duas pessoas lá, comigo: uma religiosa que toma conta da casa onde moro e uma outra senhora. Elas disseram que não havia perfume algum. Elas mesmas não sentiram e eu também não senti. Então, o fato dessa pessoa estranha, que não sabia do meu pedido, ter experimentado desse perfume suave inundando todo o apartamento, foi para mim um sinal claro da presença de Padre Pio me restituindo a saúde.
Depois de alguns dias passados, quando tirei a radiografia do pulmão, o radiologista, profissional experimentado, afirmou que a primeira impressão que ele teve é a de que se tratava de um câncer generalizado e, muito preocupado, perguntou se aquele paciente estava respirando sem aparelhos, e, de fato, eu respirava sem aparelhos. Eu tinha a voz fraca, mas não sentia nenhuma dor. Eu penso que isso foi uma graça especial do Padre Pio.
Não tenho dúvida de que eu deveria morrer naquela noite, mas Padre Pio, por sua intercessão diante de Deus, prorrogou a minha vida para prestar os meus serviços à Igreja por mais alguns anos aqui em Brasília.
Posteriormente, um ano depois, eu me submeti a uma cirurgia parcial de próstata, motivada por cálculos. Não era coisa grave, mas novamente recorri ao Padre Pio para que eu fosse bem-sucedido. Também ali, quando eu estava hospitalizado, no segundo dia após a operação, pedi ao Padre Pio que eu pudesse sentir a sua presença através de um sinal, e entrou uma jovem — eu não sabia quem era, se era auxiliar de enfermagem — e ela disse que estava sentindo um perfume saindo do meu corpo; depois ela voltou e disse: sinto esse perfume. Era uma pessoa um pouco fechada, não tinha muita facilidade de comunicação, e eu perguntei depois quem era ela. Me disseram que era uma jovem evangélica, que não era católica. Depois eu a chamei e conversei com ela, e então é que ela assumiu e disse que era evangélica e fazia tudo por amor ao paciente. Embora não parecesse simpática, ela dedicou-se realmente muito a mim durante os quatro dias que eu permaneci no hospital, e eu via a reação dessa pessoa como uma ação do Padre Pio, pois realmente se tratava de uma pessoa que não era católica e nem sabia que existia o Padre Pio.
É por isso que eu já estive três vezes em San Giovanni Rotondo: para agradecer o Padre Pio por essa graça, sobretudo pela cura de uma doença grave, que eu podia ter perdido a vida naquela noite, não fosse a sua ajuda, a sua intercessão. Partiu daí a minha vontade de criar uma Paróquia em Brasília, que tivesse o Padre Pio como patrono. Primeiro, pensei em um outro lugar; depois, foi dada a oportunidade de criar uma Paróquia especialmente para homenagear o Padre Pio, no Sudoeste.
Porém, o Padre Pio, naquele tempo, era ainda beato, e os beatos somente podem ser honrados nas casas de suas Congregações religiosas — neste caso, nas casas dos capuchinhos, dos franciscanos, pois ele é dessa família religiosa, é um capuchinho. Eu estava em Roma, então falei com a Congregação para o Culto Divino, dizendo que eu pedia permissão para criar uma Paróquia que tivesse como patrono o beato Padre Pio, em agradecimento por sua intercessão à minha saúde que foi restabelecida e me restituiu a vida. A Congregação, para surpresa minha, não só permitiu, o que era mais fácil, mas determinou que em toda a Arquidiocese de Brasília a festa de Padre Pio fosse celebrada como memória facultativa, embora ele fosse ainda beato. E assim se fez. Agora não, agora, como Santo, a festa do Padre Pio é celebrada como memória obrigatória em toda a Igreja universal. Também se trata de um dos maiores santos da história da Igreja.
Mas, ele foi um grande Santo, sobretudo porque ele se identificou totalmente com Jesus Crucificado. Sua vida toda foi carregar a Cruz do Senhor, não só porque trouxe os estigmas da Paixão em seu corpo, mas porque realmente sofreu; a sua vida foi toda de uma pessoa doente e a doença dele não tinha explicação: uma febre altíssima, qualquer outro morreria instantaneamente, e ele sobrevivia. Era uma coisa misteriosa. Pela sua vida interior profunda, de um grande místico, 'concarregou' a cruz do Senhor na serenidade e na paz; pelas horas que passou no confessionário, convertendo tantas pessoas; pela celebração extraordinária da Missa, em que atraía até mesmo as pessoas sem fé, e não só pelos milagres que realizou, mas também por ter levado muitas pessoas completamente sem fé a Deus e à religião católica. O Padre Pio realmente é o Santo de todos os tempos, como foi São Francisco de Assis".
O projeto
Uma arquitetura que busca unir a vocação de Brasília, a tradição da arquitetura sacra e a identidade espiritual de São Pio.
Por mais de 20 anos a comunidade aguardou a regularização do terreno, concluída em setembro de 2022. Antes da construção material, foram as pedras vivas do templo que se lapidaram — os próprios fiéis, como filhos espirituais de São Pio.
O templo original, já pequeno para a comunidade, viu também a pandemia levar as celebrações para estruturas provisórias, enquanto se aguardava a nova construção. O projeto arquitetônico nasce moderno, alinhado às diretrizes urbanísticas de Brasília e, ao mesmo tempo, fiel ao sentido tradicional da arquitetura sacra.
“Reconhecendo a especial predileção de São Pio por Dom Falcão e por nossa comunidade, quisemos que sua casa em Brasília levasse os traços de sua casa original, em San Giovanni Rotondo, até mesmo com a grande escultura de São Pio que abraçará os devotos peregrinos. Nossa paróquia tem vocação de santuário, mas são os peregrinos, devotos de São Pio, que confirmarão estes sinais.”
Pe. Fernando SousaPároco — Paróquia São Pio de PietrelcinaBrasília • DF • Brasil
A obra
Desde a regularização do terreno, a construção da Casa de São Pio avança etapa por etapa — registrada em imagens que contam essa história concreto a concreto.
Preparação do terreno e início da obra
Fundações
Estrutura em concreto
A nave ganha forma
Onde estamos agora
Os registros mais recentes deste acervo mostram a nave e as estruturas em concreto definindo cada vez mais a forma da nova Casa de São Pio.
A nave octogonal ganha forma
A estrutura já permite reconhecer os principais volumes do novo templo. A cada etapa, o projeto deixa de ser apenas uma imagem e passa a ocupar concretamente a paisagem de Brasília.
Esta área foi preparada para ser atualizada ao longo da construção, tornando-se o ponto de retorno de quem deseja acompanhar o avanço da obra.
A construção vista do alto
Quatro registros aéreos preservam diferentes momentos da obra e ajudam a perceber a dimensão do projeto.
Registro aéreo da construção da Casa de São Pio.
Assistir ao vídeoRegistro aéreo da construção da Casa de São Pio.
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